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PAZ MUNDIAL

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TODO O PLANETA NECESSITA DA PURA PAZ

C O N V I T E

Convido você querido(a) navegador(a) a visitar um outro altar virtual,

porém encantado, cheio de paz e luz, ao sair que um querubim o(a) acompanhe.

ORAÇÕES & INVOCAÇÕES da CEIÇA

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Com os braços abertos te espero para abraçar teu coração.

Desde já aguardo teu regresso a ambos, seja bem-vindo e fique muito a vontade.

Obrigada.
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ELEVAÇÃO ILUMINADA

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Passe o mouse no Flash para saber na íntegra de onde é o visitante no momento. Apesar de várias marcações terem desaparecido desde a data que inseri o devido mapa (20/maio/10). Todos sabemos que nada funciona 100%, mas p/mim até o momento este é o mais eficiente. Seja bem-vindo(a) - obrigada pela presença no meu Altar Virtual. Volte sempre. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OBS.: A cada dia que passa somem + e + marcações de visitas, fui obrigada a lembrar-me do site Netlog agora, rsrsrs (20.06.10). Mas o que é isto ??? o mapa está ficando vazio, como pode ??? Não se pode elogiar. (23.06.10) Cruuuuzes !!! De 29 marcações p/os United States só restam 02, e outras mais se perderam. rsrsrs (30.06.10) OBS.: Pelo que já pude observar, "nenhum mapa é 100%" (uma pena).

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domingo, 12 de setembro de 2010

200 - ORIXÁ MASCULINO: "OXUMARÊ"





O X U M A R É


DIA: Terça-feira

CORES: Amarelo e verde (ou preto) e todas as cores do arco-íris

SÍMBOLOS: Ebiri, serpente, círculo, bradjá.

ELEMENTOS: Céu e terra

DOMÍNIOS: Riqueza, vida longa, ciclos, movimentos constantes.

SAUDAÇÃO: A Run Boboi!!!


OXUMARÉ (Òsùmàrè) é o orixá de todos os movimentos, de todos os ciclos. Se um dia OXUMARÉ perder suas forças o mundo acabará, porque o universo é dinâmico e a Terra também se encontra em constante movimento. Imaginem só o planeta Terra sem os movimentos de translação e rotação; imaginem uma estação do ano permanente, uma noite permanente, um dia permanente. É preciso que a Terra não deixe de se movimentar, que após o dia venha a noite, que as estações do não se alterem, que o vapor das águas suba aos céus e caia novamente sobre a Terra em forma de chuva. OXUMARÉ não pode ser esquecido, pois o fim dos ciclos é o fim do mundo.

OXUMARÉ mora no céu e vem à Terra visitar-nos através do arco-íris. Ele é uma grande cobra que envolve a Terra e o céu e assegura a unidade e a renovação do universo.
Filho de NANÃ BURUKU, OXUMARÉ é originário de Mahi, no antigo Daomé, onde é conhecido como Dan. Na região de Ifé é chamado de Ajé Sàlugá, aquele que proporciona a riqueza aos homens. Teria sido um dos companheiros de Odudua por ocasião de sua chegada a Ifé.

Dizem que OXUMARÉ seria homem e mulher, mas, na verdade, este é mais um ciclo que ele representa: o ciclo da vida, pois da junção entre masculino e feminino é que a vida se perpetua. OXUMARÉ é um Orixá masculino.

OXUMARÉ é um deus ambíguo, duplo, que pertence à água e à terra, que é macho e fêmea. Ele exprime a união de opostos, que se atraem e proporcionam a manutenção do universo e da vida. Sintetiza a duplicidade de todo o ser: mortal (no corpo) e imortal (no espírito). OXUMARÉ mostra a necessidade do movimento da transformação.

OMULÚ é o irmão mais velho de OXUMARÉ, mas foi abandonado por sua mãe por ter nascido com o corpo coberto de chagas. Em tempo, não se pode condenar NANÃ por esse acto, já que era um costume, quase uma obrigação ritual da época, que se abandonassem as crianças nascidas com alguma deformidade. O deus do destino disse a Nanã que ela teria outro filho, belíssimo, tão bonito quanto o arco-íris, mas que jamais ficaria junto dela. Ele viveria no alto, percorreria o mundo sem parar. Nasceu OXUMARÉ.

OXUMARÉ que fica no céu.
Controla a chuva que cai sobre a terra.
Chega à floresta e respira como o vento.
Pai venha até nós para que cresçamos e tenhamos longa vida.






CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXUMARÉ

São pessoas que tendem à renovação e à mudança. Periodicamente mudam tudo na sua vida (de maneira radical): mudam de casa, de amigos, de religião, de emprego; vivem rompendo com o passado e buscando novas alternativas para o futuro, para cumprir seu ciclo de vida: mutável, incerto, de substituições constantes.

São magras. Como as cobras possuem olhos atentos, salientes, difíceis de encarar, mas ‘não enxergam’. São pessoas que se prendem a valores materiais e adoram ostentar suas riquezas.

São orgulhosas, exibicionistas, mas também generosas e desprendidas quando se trata de ajudar alguém.
Extremamente activas e ágeis, estão sempre em movimento e acção, não podem parar.

São pessoas pacientes e obstinadas na luta pelos seus objectivos e não medem sacrifícios para alcançá-los. A dualidade do orixá também se manifesta nos seus filhos, principalmente no que se refere às guinadas que dão nas suas vidas, que chegam a ser de 180 graus, indo de um extremo a outro sem a menor dificuldade. Mudam de repente da água para o vinho, assim como OXUMARÉ, o Grande Deus do Movimento.



FONTE:
http://ocandomble.wordpress.com/

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As imagens inseridas pertencem ao meu álbum (retiradas da net).

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199 - ORIXÁ MASCULINO: "OXÓSSI"


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O X Ó S S I



DIA: Quinta-feira

COR: Azul-Turquesa

SÍMBOLOS: Ofá (arco), Damatá (flecha), Erukeré

ELEMNTO: Terra (florestas e campos cultiváveis)

DOMÍNIOS: Caça, Agricultura, Alimentação e Fartura

SAUDAÇÃO: Òké Aro!!! Arolé!


OXÓSSI (Òsóòsi) é o deus caçador, senhor da floresta e de todos os seres que nela habitam, orixá da fartura e da riqueza. Actualmente, o culto a OXÓSSI está praticamente esquecido em África, mas é bastante difundido no Brasil, em cuba e em outras partes da América onde a cultura iorubá prevaleceu. Isso deve-se ao facto de a cidade de Kêtu, da qual era rei, ter sido destruída quase por completo em meados do século XVIII, e os seus habitantes, muitos consagrados a OXÓSSI, terem sido vendidos como escravos no Brasil e nas Antilhas. Esse facto possibilitou o renascimento de Kêtu, não como estado, mas como importante nação religiosa do Candomblé.

OXÓSSI é o rei de Kêtu, segundo dizem, a origem da dinastia. A OXÓSSI são conferidos os títulos de Alakétu, Rei, Senhor de Kêtu, e Oníìlé, o dono da Terra, pois em África cabia ao caçador descobrir o local ideal para instalar uma aldeia, tornando-se assim o primeiro ocupante do lugar, com autoridade sobre os futuros habitantes. É chamado de Olúaiyé ou Oni Aráaiyé, senhor da humanidade, que garante a fartura para os seus descendentes.


Na história da humanidade, OXÓSSI cumpre um papel civilizador importante, pois na condição de caçador representa as formas mais arcaicas de sobrevivência humana, a própria busca incessante do homem por mecanismos que lhe possibilitem se sobressair no espaço da natureza e impor a sua marca no mundo desconhecido.

A colecta e a caça são formas primitivas de busca de alimento, são os domínios de OXÓSSI, orixá que representa aquilo que há de mais antigo na existência humana: a luta pela sobrevivência. OXÓSSI é o orixá da fartura e da alimentação, aquele que aprende a dominar os perigos da mata e vai em busca da caça para alimentar a tribo. Mais do que isso, OXÓSSI representa o domínio da cultura (entendendo a flecha como utensílio cultural, visto que adquire significados sociais, mágicos, religiosos) sobre a natureza.

Astúcia, inteligência e cautela são os atributos de OXÓSSI, pois, como revela a sua história, esse caçador possui uma única flecha, por tanto, não pode errar a presa, e jamais erra. OXÓSSI é o melhor naquilo que faz, está permanentemente em busca da perfeição.

Em África, os caçadores que geralmente são os únicos na aldeia que possuem as armas, têm a função de salvar a tribo, são chamados de Oxô, que significa guardião. OXÓSSI também foi um Òsó, mas foi um guardião especial, pois salvou seu povo do terrível pássaro das Iyá-Mi.

Outras histórias relacionadas com OXÓSSI apontam-no como irmão de OGUM. Juntos, eles dominaram a floresta e levaram o homem à evolução. Além de irmão, OXÓSSI é grande amigo de OGUM – dizem até que seria seu filho, e onde está OGUM deve estar OXÓSSI, as suas forças completam-se e, unidas, são ainda mais imbatíveis.

OXÓSSI mantém estreita ligação com OSSAIM (Òsanyìn), com quem aprendeu o segredo das folhas e os mistérios da floresta, tornou-se um grande feiticeiro e senhor de todas as folhas, mas teve que se sujeitar aos encantamentos de OSSAIM.

A história mostra OXÓSSI como filho de IEMANJÁ, mas a sua verdadeira mãe, segundo o mais antigos, é Apaoká a jaqueira, que vem a ser uma das Iyá-Mi, por isso a intimidade de OXÓSSI com essa árvore.

A rebeldia de OXÓSSI é algo latente na sua história. Foi desobedecendo às interdições que OXÓSSI se tornou orixá.

Tal como XANGÔ, OXÓSSI é um orixá avesso à morte, porque é expressão da vida. A OXÓSSI não importa o quanto se viva, desde que se viva intensamente. O frio de Ikú (a morte) não passa perto de OXÓSSI, pois ele não acredita na morte.



CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXÓSSI

Os filhos de OXÓSSI são pessoas de aparência calma, que podem manter a mesma expressão quando alegres ou aborrecidas, do tipo que não exterioriza as suas emoções, mas não são, de forma alguma, pessoas insensíveis, só preferem guardar os sentimentos para si.

São pessoas que podem parecer arrogantes e prepotentes, e às vezes são. Na realidade, os filhos de OXÓSSI são desconfiados, cautelosos, inteligentes e atentos, seleccionam muito bem as amizades, pois possuem grande dificuldade em confiar nas pessoas. Apesar de não confiarem, são pessoas altamente confiáveis, das quais não se teme deslealdade; são incapazes de trair até um inimigo. Magoam-se com pequenas coisas e quando terminam uma amizade é para sempre.

São do tipo que ouve conselhos com atenção, respeita a opinião de todos, mas sempre faz o que quer. Com estratégia, acabam por fazer prevalecer a sua opinião e agradando a todos.

Altos e magros, os filhos de OXÓSSI possuem facilidade para se mover, mesmo entre obstáculos. O seu andar possui leveza e elegância. A sua presença é sempre notada, mesmo que não façam nada para isso acontecer.

Os filhos de OXÓSSI gostam de solidão, isolam-se, ficam à espreita, observam atentamente tudo que se passa à sua volta. Curiosos, percebem as coisas com rapidez, são introvertidos e discretos, vaidosos, distraídos e prestativos, comportamento típico de um caçador, provedor do seu povo.

FONTE:
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

198 - ORIXÁ MASCULINO: "OXALÁ"


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O X A L Á



Dia: Sexta-feira

Cor: Branco leitoso.

Simbolo: Opáxoró

Elementos: Atmosfera e Céu

Domínios: Poder procriador masculino, Criação, Vida e Morte

Saudação: Epa Bàbá


OXALÁ é o detentor do poder procriador masculino. Todas as suas representações incluem o branco. É um elemento fundamental dos primórdios, massa de ar e massa de água, a protoforma e a formação de todo o tipo de criaturas no AIYE e no ORUN. Ao incorporar-se, assume duas formas: OXAGUIÃ jovem guerreiro, e OXALUFÃ, velho apoiado num bastão de prata (APAXORÓ). OXALÁ é alheio a toda a violência, disputas, brigas, gosta de ordem, da limpeza, da pureza. A sua cor é o branco e o seu dia é a sexta-feira. Os seus filhos devem vestir branco neste dia. Pertencem a OXALÁ os metais e outras substâncias brancas.

Em África, todos os Orixás relacionados com a criação são designados pelo nome genérico de Orixá Fun Fun. O mais importante entre todos eles chama-se ORIXALÁ (Òrìsanlà), ou seja, o grande Orixá, que nas terras de Igbó e Ifé é cultuado como Obatalá, rei do pano branco. Eram cerca de 154 Orixás Fun Fun, mas no Brasil e na Europa a quantidade reduz-se significativamente, sendo que dois, Orixá Olùfón, rei de Ifón (Oxalufã) e Orixá Ógìyán, o comedor de inhame e rei de Egigbó (Oxaguiã), se tornaram as suas expressões mais conhecidas.

A designação de Orixá Fun Fun deve-se ao facto de a cor branca se configurar como a cor da criação, guardando a essência de todas as demais. O branco representa todas as possibilidades, a base de qualquer criação. O nome Orisanlá foi contraído e deu origem à palavra OXALÁ, e com esse nome o grande Deus-pai passou a ser conhecido no Brasil e na Europa. Todos os Orixás Fun Fun foram reunidos em Oxalá e divididos em várias qualidades das suas duas configurações principais: Òsálufón, Osagiyan, sendo este último, jovem e guerreiro, filho do primeiro mais velho e paciente.

Todas as histórias que relatam a criação do mundo passam necessariamente por OXALÁ, que foi o primeiro Orixá concebido por Olodumaré e encarregado de criar não só o universo, como todos os seres, todas as coisas que existiriam no mundo.

A maior interdição de OXALÁ é de facto o azeite-de-dendê, que jamais deve macular as suas roupas, os seus objectos sagrados e muito menos o seu Alá. A única coisa vermelha que Oxalá permite, é a pena de Ikodidè, prova de sua submissão ao poder genitor feminino.

O Alá representa a própria criação, está intimamente relacionado com a concepção de cada ser; é a síntese do poder criador masculino. A sua função primeira já remete ao seu significado profundo. A acção de cobrir não evoca somente protecção, zelo, denota a actividade masculina no acto sexual.

No Xirê, OXALÁ é homenageado por último porque é o grande símbolo da síntese de todas as origens. Ele representa a totalidade, o único Orixá que, como Exú, reside em todos os seres humanos. Todos são seus filhos, todos são irmãos, já que a humanidade vive sob o mesmo teto, o grande Alá que nos cobre e protege, o céu.

OXALÁ (LUFÃ)

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXALUFÃ

O tipo físico de OXALUFÃ é frágil, delicado, friorento, sujeito-a resfriados. Compensa sua debilidade física com grande força moral, e seu alvo à realizar a condição humana no que tem de mais nobre. É fiel no amor e na amizade. Oxalufã é o poente.

OXALÁ (GUIÃ)


CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXAGUIÃ

O tipo OXAGUIÃ é um jovem guerreiro combativo. É habitualmente
alto e robusto, mas não é agressivo nem brutal. Não despreza o sexo e cultiva o amor livre. É alegre, gosta profundamente da vida, é falador e brincalhão. Ao mesmo tempo é idealista, defendendo os injustiçados, os fracos e os oprimidos. Orgulhoso, sedento de feitos gloriosos, às vezes, uma espécie de D. Quixote. Os seus pensamentos originais geralmente antecipam os da sua época. Ele é o nascente.

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197 - ORIXÁ MASCULINO: "OSSAIM"


O S S A I M




DIA: Quinta-feira.

CORES: Verde e Branco.

SÍMBOLOS: Haste ladeada por sete lanças com um pássaro no topo (árvore estilizada).

ELEMENTOS: Floresta e Plantas selvagens (Terra).

DOMÍNIOS: Medicina e Liturgia através das folhas.

SAUDAÇÃO: Ewé ó!


Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá, elas são imprescindíveis aos rituais do Candomblé. Cada orixá possui suas próprias folhas, mas só OSSAIM (Òsanyìn) conhece os seus segredos, só ele sabe as palavras (ofó) que despertam o seu poder, a sua força.

Ossaim desempenha uma função fundamental no Candomblé, visto que sem folhas, sem a sua presença, nenhuma cerimónia pode realizar-se, pois ele detém o axé que desperta o poder do ‘sangue’ verde das folhas.

OSSAIM é o grande sacerdote das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está à cura para todas as doenças, do corpo ou do espírito. Portanto, precisamos lutar por sua preservação, para que consequências desastrosas não atinjam os seres humanos.

A floresta é a casa de OSSAIM, que divide com outros orixás do mato, como Ogum e Oxóssi, o seu território por excelência, onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a interferência do homem; é também o território do medo, do desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçador deve penetrar na floresta na mata sem deixar na entrada alguma oferenda, como alho, fumo ou bebida. Medo de que? Medo dos encantamentos da floresta, medo do poder de Ogum, de Oxóssi, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que não permitem a pessoas impuras ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talvez jamais encontrem o caminho de volta.

OSSAIM teria um auxiliar que se responsabilizaria por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão. Aroni seria um misterioso anãozinho perneta que fuma cachimbo (figura bastante próxima ao Saci-Pererê), possui um olho pequeno e o outro grande (vê com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande(ouve com a menor). Muitas vezes Aroni é confundido com o próprio OSSAIM, que, segundo dizem, também possui uma única perna. Não se pode por isso confundir Ossaim com o Saci-Pererê, que é um personagem do folclore brasileiro. Ossaim é orixá de grande fundamento, que possui uma só perna porque a árvore, base de todas as folha possui um só tronco.

De acordo com a história desse orixá, há uma rivalidade entre OSSAIM e Orunmilá, que reflecte, na verdade, a antiga disputa entre os Oníìsegùn – mestres em medicina natural que dominavam o poder das folhas – e os Babalawó – sacerdotes versados nos profundos mistérios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo.

OSSAIM é um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima com a fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão Jeje assimilado pelos Nagô, como Nana, Omolú, Oxumaré e Ewá. Ossaim é um deus originário da etnia Ioruba. Contudo, é evidente que entre os Jeje havia um deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso OSSAIM dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.


Uma confusão latente refere-se ao sexo de OSSAIM; é preciso esclarecer que se trata de um orixá do sexo masculino. Entretanto, como feiticeiro e estudioso das plantas, não teve tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se que foi parceiro de Iansã, mas o controvertido relacionamento com Oxóssi, que ninguém pode afirmar se foi ou não amoroso, é o mais comentado.

Na verdade, OSSAIM e Oxóssi possuem inúmeras afinidades: ambos são orixás do mesmo espaço, da floresta, do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores dos segredos da mata, da Terra.


CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OSSAIM

Os filhos de OSSAIM são pessoas extremamente equilibradas e cautelosas, que não permitem que as suas simpatias ou antipatias interfiram nas suas opiniões sobre os outros. Controlam perfeitamente os seus sentimentos e emoções. Possuem grande capacidade de discernimento e são frios e racionais nas suas decisões.

São pessoas extremamente reservadas, não se metem em questões que não lhe dizem respeito. Participam em poucas actividades sociais, preferindo o isolamento. Elas evitam falar sobre a sua vida, sobre o seu passado, preferem manter certa aura de mistério. Geralmente, não têm nada de mais a esconder, mas desejam manter reserva.

Pressa e ansiedade não fazem parte das suas características, pois são pessoas dadas aos detalhes e caprichosas no cumprimento das suas tarefas. Possuem gosto por actividades artesanais que exigem isolamento e paciência; não gostam de ter chefe nem subalternos, não se prendem a horários, apreciam a independência para fazer o que gostam na hora que querem. São pessoas fascinadas com as regras e tradições, adoram questioná-las. Possuem um gosto exacerbado pela religiosidade.

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196 - ORIXÁ MASCULINO: "OMOLÚ"


O M O L Ú



DIA: Segunda-feira

CORES: Preto, branco e vermelho.

SÍMBOLOS: Xaxará ou Íleo, lança de madeira, lagidibá.

ELEMENTOS: Terra e fogo do interior da Terra.

DOMÍNIOS: Doenças epidémicas, cura de doenças, saúde, vida e morte.

SAUDAÇÃO: Atotoó!!!


Omolú é a Terra! Essa afirmação resume perfeitamente o perfil deste orixá, o mais temido entre todos os deuses africanos, o mais terrível orixá da varíola e de todas as doenças contagiosas, o poderoso “Rei Dono da Terra”.

È preciso esclarecer, no em tanto, que OMOLÚ está ligado ao interior da terra (ninù ilé) e isso denota uma íntima relação com o fogo, já que esse elemento, como comprovam os vulcões em erupção, domina as camadas mais profundas do planeta.

Toda a reflexão em torno de OMOLÚ ocorreu colocando-o como um orixá ligado à terra, o que é correcto, mas não deixa de ser um erro desconsiderar a sua relação com o fogo do interior da terra, com as lavas vulcânicas, como os gases etc. o que pode ser mais devastador que o fogo? Só as epidemias, as febres, as convulsões lançadas por OMOLÚ!

Orixá cercado de mistérios, OMOLÚ é um deus de origem incerta, pois em muitas regiões da África eram cultuados deuses com características e domínios muito próximos aos seus. Omolú seria rei dos Tapas, originário da região de Empé. Em território Mahi, no antigo Daomé, chegou aterrorizando, mas o povo do local consultou um babalaô que lhes ensinou como acalmar o terrível orixá. Fizeram então oferendas de pipocas, que o acalmaram e o contentaram. OMOLÚ construiu um palácio em território Mahi, onde passou a residir e a reinar como soberano, porém não deixou de ser saudado como Rei de Nupê em pais Empê (Kábíyèsí Olútápà Lempé).

As pipocas, ou melhor, deburu, são as oferendas predilectas do orixá OMOLÚ; um deus poderoso, guerreiro, caçador, destruidor e implacável, mas que se torna tranquilo quando recebe sua oferenda preferida.

Em África são muitos os nomes de Omolú, que variam conforme a região. Entre os Tapas era conhecido Xapanã (Sànpònná); entre os Fon era chamado de Sapata-Ainon,que significa ‘Dono da Terra’; já os Iorubás o chamam Obaluaiê e OMOLÚ.

Omolú nasceu com o corpo coberto de chagas e foi abandonado pela sua mãe, Nanã Buruku, na beira da praia. Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves ferimentos na sua pele. Iemanjá encontrou aquela criança e criou-a com todo amor e carinho; com folhas de bananeira curou as suas feridas e pústulas e transformou-a num grande guerreiro e hábil caçador, que se cobria com palha-da-costa (ikó) não porque escondia as marcas de sua doença, como muitos pensam, mas porque se tornou um ser de brilho tão intenso quanto o próprio sol. Por essa passagem, o caranguejo e a banana-prata tornaram-se os maiores ewò de Obaluaiê.

O capuz de palha-da-costa-aze (aze) cobre o rosto de Obaluaiê para que os seres humanos não o olhem de frente (já que olhar directamente para o próprio sol pode prejudicar a visão). A história de OMOLÚ explica a origem dessa roupa enigmática, que possui um significado profundo relacionado à vida e à morte.

O aze guarda mistérios terríveis para simples mortais, revela a existência de algo que deve ficar em segredo, revela a existência de interditos que inspiram cuidado medo, algo que só os iniciados no mistério podem saber. Desvendar o aze, a temível máscara de OMOLÚ, seria o mesmo que desvendar os mistérios da morte, pois OMOLÚ venceu a morte. Debaixo da palha-da-costa, Obaluaiê guarda os segredos da morte e do renascimento, que só podem ser compartilhados entre o iniciados.

A relação de OMOLÚ com a morte dá-se pelo facto de ele ser a terra, que proporciona os mecanismos indispensáveis para a manutenção da vida. O homem nasce, cresce, desenvolve-se, torna-se forte diante do mundo, mas continua frágil diante de OMOLÚ, que pode devorá-lo a qualquer momento, pois Omolú é a terra, que vai consumir o corpo do homem por ocasião da sua morte.

Obaluaiê andou por todos os cantos de África, muito antes, inclusive, de surgirem algumas civilizações. Do ponto de vista histórico, OMOLÚ é a idade anterior à Idade dos Metais, peregrinou por todos os lugares do mundo, conheceu todas as dores do mundo, superou todas. Por isso OMOLÚ se tornou médico, o médico dos pobres, pois, muito antes da ciência, salvava a vida dos necessitados; durante a escravidão, só não pôde superar a crueldade dos senhores, mas de doenças livrou muitos negros e até hoje muitos pobres só podem recorrer a OMOLÚ que nunca lhes falta.



CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OBALUAÊ/OMOLÚ

Os filhos de OMOLÚ são pessoas extremamente pessimistas e teimosas que adoram exibir os seus sofrimentos, daqueles que procuram o caminho mais longo e difícil para atingir algum fim.

Deprimidos e depressivos, são capazes de desanimar o mais optimista dos seres; acham que nada pode dar certo, que nada está bom. Às vezes, são doces, mas geralmente possuem manias de velho, como a rabugice.

Gostam da ordem, gostam que as coisas saiam da maneira que planearam. Não são do tipo que levam desaforo para casa e se se sentirem ofendidos respondem no acto, não importa a quem. Pensam que só eles sofrem, que ninguém os compreende. Não possuem grandes ambições.

Podem apresentar doenças de pele, marcas no rosto, dores e outros problemas nas pernas. São pessoas sem muito brilho, sem muita beleza. São perversos e adoram irritar as pessoas; são lentos, exigentes e reclamam de tudo.

São reprimidos, amargos e vingativos. É difícil relacionar-se com eles. Parece que os filhos de OMOLÚ são pessoas que possuem muitos defeitos e poucas qualidades, mas eles têm várias, e uma qualidade pode compensar qualquer defeito: são extremamente prestáveis e trabalhadores. São amigos de verdade.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

195 - ORIXÁ MASCULINO: "OGUM"

O G U M



DIA: Terça-Feira

CORES: Verde ou Azul-escuro, Vermelho (algumas qualidades)

SÍMBOLOS: Bigorna, Faca, Pá, Enxada e outras ferramentas

ELEMENTOS: Terra (florestas e estradas) e Fogo

DOMÍNIOS: Guerra, Progresso, Conquista e Metalurgia

SAUDAÇÃO: Ògún ieé!!


OGUM (Ògún) é o temível guerreiro, violento e implacável, deus do ferro, da metalurgia e da tecnologia; protector do ferreiros, agricultores, caçadores, carpinteiros, escultores, sapateiros, talhantes, metalúrgicos, marceneiros, maquinistas, mecânicos, motoristas e de todos os profissionais que de alguma forma lidam com o ferro ou metais afins.

Orixá conquistador, OGUM fez-se respeitar em toda a África negra pelo seu carácter devastador. Foram muitos os reinos que se curvaram diante do poder militar de OGUM.

Entre os muitos Estados conquistados por OGUM estava a cidade de Iré, da qual se tornou senhor após matar o rei e substituí-lo pelo seu, próprio filho, regressando glorioso com o título de Oníìré, ou seja, Rei de Iré.

Não é por acaso, portanto, que nas orações dedicadas a OGUM o medo fica tão evidente e a piedade é um pedido constante, pois como diz uma das suas cantigas:


Ògún pá lélé pá
Ògún pá ojaré
Ògún pá, ejé pá
Akoró ojaré.

Ogum mata com violência
Ogum mata com razão
Ogum mata e destrói completamente.


OGUM é o filho mais velho de Odudua, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé. Quando Odudua esteve temporariamente cego, Ogum tornou-se seu regente em Ifé.

OGUM é um orixá importantíssimo em África e no Brasil. A sua origem, de acordo com a história, data de eras remotas. OGUM é o último imolé.

Os Igba Imolé eram os duzentos deuses da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido mal. A OGUM, o único Igba Imolé que restou, coube conduzir os Irun Imole, os outros quatrocentos deuses da esquerda.

Foi OGUM quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.

Em todos os cantos da África negra OGUM é conhecido, pois soube conquistar cada espaço daquele continente com a sua bravura. Matou muita gente, mas matou a fome de muita gente, por isso antes de ser temido OGUM é amado.

Espada! Eis o braço de OGUM.



CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OGUM


Fisicamente, os filhos de OGUM são magros, mas com músculos e formas bem definidas. Compartilham com Exu o gosto pelas festas e conversas que não acabam e gostam de brigas. Se não fizerem a sua própria briga, compram a dos seus camaradas.

Sexualmente os filhos de OGUM são muito potentes; trocam constantemente de parceiros, pois possuem dificuldade de se fixar a uma pessoa ou lugar.

São do tipo que dispensa um confortável colchão de molas para dormir no chão; gostam de pisar a terra com os pés descalços. São pessoas batalhadoras, que não medem esforços para atingir os seus objectivos, são pessoas que mesmo contrariando a lógica lutam insistentemente e vencem.

Não se prendem à riqueza, ganham hoje, gastam amanhã. Gostam mesmo é do poder, gostam de comandar, são líderes natos. Essa necessidade de estar sempre à frente pode torná-los pessoas egoístas e desagradáveis, mas nem sempre.

Geralmente, os filhos de OGUM são pessoas alegres, que falam e riem alto para que todos se divirtam com suas histórias e que adoram compartilhar a sua felicidade.

FONTE:
http://ocandomble.wordpress.com/

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194 - ORIXÁ MASCULINO: "LOGUN-EDÉ"

L O G U N - E D É


DIA: Quinta-feira

CORES: Azul-turquesa e Amarelo-ouro

SÍMBOLOS: Balança, Ofá, Abebè e Cavalo-marinho

ELEMENTOS: Terra (floresta) e Água (de rios e cachoeiras)

DOMÍNIOS: Riqueza, Fartura e Beleza

SAUDAÇÃO: Logun ô akofá!!!


LOGUN EDÉ (lógunèdè) é o orixá da riqueza e da fartura, filho de Oxum e Oxóssi, deus da guerra e da água. É, sem dúvida, um dos mais bonitos orixás do Candomblé, já que a beleza é uma das principais características dos seus pais.

Caçador habilidoso e príncipe soberbo, LOGUN EDÉ reúne os domínios de Oxóssi e Oxum e quase tudo que se sabe a seu respeito gira em torno de sua paternidade.

Apesar de sua história, é preciso esclarecer que LOGUN EDÉ não muda de sexo a cada seis meses, ele é um orixá do sexo masculino. Sua dualidade se dá em nível comportamental, já que em determinadas ocasiões pode ser doce e benevolente como Oxum e em outras, sério e solitário como Oxóssi. LOGUN EDÉ é um orixá de contradições; nele os opostos se alternam, é o deus da surpresa e do inesperado.

Na Nigéria, a cidade de LOGUN EDÉ chama-se Ilesa e é uma das mais ricas e prósperas da África, mas o seu culto na região está em via de extinção.

Na África negra, dizem que LOGUN EDÉ seria na verdade Ólòlún Ode – o guerreiro caçador – o maior entre todos os caçadores, pai de todos eles, inclusive de Oxóssi. E se observarmos a cantiga de Oxóssi, veremos que expressão Omo ode, ou seja, filho do caçador, é constante, podendo inferir certa lógica nas histórias contadas pelos africanos.

Oxum Yéyé Ipondá e Odé Erinlé são, respectivamente, as qualidades de Oxum e Oxóssi que se consideram os pais de LOGUN EDÉ.

A história revela que Oxóssi, feliz pelo filho vindouro, declarou a Oxum o seu amor e pediu a ela posse do menino:

- Oxum, por amor a você, quero que Logun Edé fique comigo, vou ensiná-lo a caçar. Comigo ele aprenderá os segredos da floresta.

Mas Oxum também amava LOGUN EDÉ e por maior que fosse seu amor por Oxóssi ela não poderia separar-se de seu filho então declarou:

- LOGUN EDÉ viverá seis meses com sua mãe e seis meses com o seu pai, comerá do peixe e da caça. Ele será Oxóssi e será Oxum, mas sem deixar de ser ele mesmo, LOGUN EDÉ: uma princesa na floresta e um caçador sobre as ondas!



CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE LOGUN EDÉ

Os filhos de LOGUN EDÉ possuem as características de Oxum, ou seja, narcisismo, vaidade, gosto pelo luxo, sensualidade, beleza, charme, elegância. Tem também características em comum com Oxóssi, ou seja, beleza, vaidade, cautela, objectividade e segurança.

No entanto, há características de LOGUN EDÉ que não pertencem nem a Oxum nem a Oxóssi. Na verdade, ele reúne o arquétipo de ambos, mas de forma superficial. A superficialidade é a marca dos filhos de Logun Edé, porque eles, ao contrário dos filhos de Oxóssi e de Oxum não têm certeza do que são nem do que querem. As qualidades de Oxum e de Oxóssi amenizam-se em Logun Edé, mas, em compensação, os defeitos são exacerbados. Dessa forma, os filhos de LOGUN EDÉ são extremamente soberbos arrogantes e prepotentes.

Mas algo não se pode negar: os filhos de LOGUN EDÉ são bonitos e possuem olho-de-gato, algo que atrai e repele ao mesmo tempo. São do tipo ‘bonitinho mas ordinário’. São mandões, os donos da verdade, os mais belos, cujo ego não cabe em si. Melhor não lhes fazer elogios em sua presença, a não ser que queira ver sua imensa cauda de pavão abrindo-se em leque. Quando têm consciência de que conseguem controlar os seus defeitos, os filhos de Logun Edé tornam-se pessoas muito agradáveis.

Os filhos de Logun Odé não andam! Pairam sobre o ar!

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A 2ª imagem inserida pertence ao meu álbum
(retirada da net).

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193 - ORIXÁ MASCULINO: "IROKO"

I R O K O




Dia da Semana: Terça-feira.
Cores: Branco, Verde (ou Cinza) e Castanho

Símbolo: Lança, Grelha

Domínios: Tempo, Vida e Morte

Saudação: Iroko I Só! Eeró!


IROKO ou TEMPO, como também é conhecido, é um Orixá muito antigo. IROKO foi à primeira árvore plantada e pela qual todos os restantes Orixás desceram à Terra. IROKO é a própria representação da dimensão Tempo.

IROKO, IROCO ou ROKO (do iorubá Íròkò) é um orixá cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje. Corresponde ao Inquice Tempo na nação Angola ou Congo.

Em todas as reuniões dos Orixás está sempre presente IROKO, calado num canto, anotando todas as decisões que implicam directamente na sua acção eterna. É um Orixá pouco conhecido dos seres vivos ou mortos, nascidos ou por nascer. Toda a criação está nos seus desígnios.
É o Orixá IROKO, implacável e inexorável, que governa o Tempo e o Espaço, que acompanha, e cobra, o cumprimento do Karma de cada um de nós, determinando o início e o fim de tudo.

Conhecido e respeitado na Mesopotâmia e Babilónia como Enki, o Leão Alado, que acompanha todos os seres do nascimento ao infinito; cultuado no Egipto como Anúbis, o deus Chacal que determina a caminhada infinita dos seres desde o nascimento até atravessar o Vale da Morte. Também venerado como Teotihacan entre os Incas e Viracocha entre os Maias como o Senhor do Início e do Fim; também presente no Panteão Grego e Romano, onde era conhecido e respeitado como Cronus, o Senhor do Tempo e do Espaço, que abriga e conduz a todos inexoravelmente ao caminho da Eternidade.

É o Tempo também das mudanças climáticas, as variações do tempo-clima. Guardião das florestas centenárias é o colectivo das árvores grandiosas, guardião da ancestralidade.

Em África, a sua morada é a árvore IROKO, Milicia excelsa (antes classificada como Chlorophora excelsa), chamada “amoreira africana” na África de língua portuguesa. É uma árvore majestosa, encontrada da Serra Leoa à Tanzânia, que atinge 45 metros de altura e até 2,7 metros de diâmetro.

No Brasil, onde essa árvore não existe, diz-se que IROKO habita a gameleira branca, Ficus gomelleira ou Ficus doliaria (também chamada figueira-branca, guapoí, ibapoí, figueira-brava e gameleira-branca-de-purga). Nos terreiros, costuma-se manter uma dessas árvores como morada de Iroko, assinalada por um “ojá” (laço de pano branco) ao seu redor.

IROKO representa a ancestralidade, os nossos antepassados, pais, avós, bisavós, etc., representa também o seio da natureza, a morada dos Orixás.
Desrespeitar IROKO (a grande e suntuosa árvore) é o mesmo que desrespeitar a sua dinastia, os seus avós, o seu sangue… IROKO representa a história do Ylê (casa), assim como do seu povo… protegendo-o sempre das tempestades.

Ao contrário da maioria dos orixás, este não costuma “baixar” nas festas de santo, nem ser “feito” na cabeça dos fiéis. É reverenciado por meio de oferendas à árvore que o representa. Os animais a ele consagrados são a tartaruga e o papagaio.

IROKO é um Orixá pouco cultuado tanto no Brasil como em Portugal, e os seus filhos também são muito raros. Os seus filhos, no entanto, são sempre muito protegidos pelo seu Orixá.


CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE IROKO

Os filhos de IROKO são tidos como eloquentes, ciumentos, camaradas, inteligentes, competentes, teimosos, turrões e generosos.

Gostam de diversão: dançar e cozinhar; comer e beber bem.

Apaixonam-se com facilidade e gostam de liderar.

Dotados de senso de justiça, são amigos queridos, mas também podem ser inimigos terríveis, no entanto, reconciliam-se facilmente.

Um defeito grande, é o facto de não conseguirem guardar segredos.


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192 - ORIXÁ MASCULINO: "XANGÔ"


(CEIÇA - há + de 20 anos atrás -
bem antes do Esoterismo em minha vida)

X A N G Ô



DIA: Quarta-Feira

CORES: Vermelho (ou marrom) e branco

COMIDA: Amalá

SÍMBOLOS: Oxés (machados duplos), Edún-Àrá, xerê

ELEMENTOS: Fogo (grandes chamas, raios), formações rochosas.

DOMÍNOS: Poder estatal, justiça, questões jurídicas.

SAUDAÇÃO: Kawó Kabiesilé!!

Nem seria preciso falar do poder de Xangô (Sòngó), porque o poder é a sua síntese. XANGÔ nasce do poder morre em nome do poder. Rei absoluto, forte, imbatível: um déspota. O prazer de XANGÔ é o poder. Xangô manda nos poderosos, manda em seu reino e nos reinos vizinhos. XANGÔ é rei entre todos os reis. Não existe uma hierarquia entre os orixás, nenhum possui mais axé que o outro, apenas Oxalá, que representa o patriarca da religião e é o orixá mais velho, goza de certa primazia. Contudo, se preciso fosse escolher um orixá todo-poderoso, quem, senão XANGÔ para assumir esse papel?

XANGÔ gosta dos desafios, que não raras vezes aparecem nas saudações que lhe fazem seus devotos na África. Porém o desafio é feito sempre para ratificar o poder de XANGÔ.

A maneira como todos devem se referir a XANGÔ já expressa o seu poder. Procure imaginar um elefante, mas um Elefante-de-olhos-tão-grandes-quanto-potes-de-boca-larga: esse é XANGÔ e, se o corpo do animal segue a proporção dos olhos, XANGÔ realmente é o Elefante-que-manda-na-savana, imponente, poderoso.

Percebe-se que a imagem de poder está sempre associada a XANGÔ. O poder real, por exemplo, lhe é devido por ter se tornado o quarto alafim de Òyó, que era considerada a capital política dos iorubas, a cidade mais importante da Nigéria. XANGÔ destronou o próprio meio-irmão Dadá-Ajaká com um golpe militar. A personalidade paciente e tolerante do irmão irritavam XANGÔ e, certamente, o povo de Òyó, que o apoiou para que ele se tornasse o seu grande rei, até hoje lembrado.



O trono de Òyó já pertencia a XANGÔ por direito, pois seu pai, Oranian, foi fundador da cidade e de sua dinastia. Ele só fez apressar a sua ascensão. XANGÔ é o rei que não aceita contestação, todos sabem de seus méritos e reconhecem que seu poder, antes de ser conquistado pela opressão, pela força, é merecido. XANGÔ foi o grande alafim de Òyo porque soube inspirar credibilidade aos seus súbditos, tomou as decisões mais acertadas e sábias e, sobretudo, demonstrou a sua capacidade para o comando, persuadindo a todos não só por seu poder repressivo como por seu senso de justiça muito apurado.

Não erram, como se viu, os que dizem que XANGÔ exerce o poder de uma forma ditatorial, que faz uso da força e da repressão para manter a autoridade. Sabe-se, no entanto, que nenhuma ditadura ou regime despótico mantém-se por muito tempo se não houver respaldo popular. Em outros termos, o déspota reflecte a imagem de seu povo, e este ama o seu senhor, seja porque nos momentos de tensão responde com eficiência, seja por assumir a postura de um pai. No caso de XANGÔ, sua rectidão e honestidade superam o seu carácter arbitrário; suas medidas, embora impostas, são sempre justas e por isso ele é, acima de tudo, um rei amado, pois é repressor por seu estilo, não por maldade.

Fato é que não se pode falar de XANGÔ sem falar de poder. Ele expressa autoridade dos grandes governantes, mas também detém o poder mágico, já que domina o mais perigoso de todos os elementos da natureza: o fogo. O poder mágico de XANGÔ reside no raio, no fogo que corta o céu, que destrói na Terra, mas que transforma, que protege, que ilumina o caminho. O fogo é a grande arma de XANGÔ, com a qual castiga aqueles que não honram seu nome. Por meio do raio ele atinge a casa do próprio malfeitor.
XANGÔ é bastante cultuado na região de Tapá ou Nupê, que, segundo algumas versões histéricas, seria terra de origem de sua família materna.

Tudo que se relaciona com XANGÔ lembra realeza, as suas vestes, a sua riqueza, a sua forma de gerir o poder. A cor vermelha, por exemplo, sempre esteve ligada à nobreza, só os grandes reis pisavam sobre o tapete vermelho, e XANGÔ pisa sobre o fogo, o vermelho original, o seu tapete.

XANGÔ sempre foi um homem bonito extremamente vaidoso, por isso conquistou todas a mulheres que quis, e, afinal, o que seria um ‘olhar de fogo’ senão um olhar de desejo ardente? Quem resiste ao olhar de “flirt” de XANGÔ?

XANGÔ era um amante irresistível e por isso foi disputado por três mulheres. Iansã foi sua primeira esposa e a única que o acompanhou em sua saída estratégica da vida. È com ela que divide o domínio sobre o fogo.
Oxum foi à segunda esposa de XANGÔ e a mais amada. Apenas por Oxum, XANGÔ perdeu a cabeça, só por ela chorou.

A terceira esposa de XANGÔ foi Obá, que amou e não foi amada. Oba abdicou de sua vida para viver por XANGÔ, foi capaz de mutilar o seu corpo por amor o seu rei.

XANGÔ decide sobre a vida de todos, mas sobre a sua vida (e sua morte) só ele tem o direito de decidir. Ele é mais poderoso que a morte, razão pela qual passou a ser o seu anti-símbolo.



CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE XANGÔ

É muito fácil reconhecer um filho de XANGÔ apenas por sua estrutura física, pois seu corpo é sempre muito forte, com uma quantidade razoável de gordura, apontando a sua tendência à obesidade; mas a sua boa constituição óssea suporta o seu físico avantajado.

Com forte dose de energia e auto-estima, os filhos de XANGÔ têm consciência de que são importantes e respeitáveis, portanto quando emitem sua opinião é para encerrar definitivamente o assunto. Sua postura é sempre nobre, com a dignidade de um rei. Sempre andam acompanhados de grandes comitivas; embora nunca estejam sós, a solidão é um de seus estigmas.

Conscientemente são incapazes de ser injustos com alguém, mas um certo egoísmo faz parte de seu arquétipo. São extremamente austeros (para não dizer sovinas), portanto não é por acaso que XANGÔ dança alujá com a mão fechada. Gostam do poder e do saber, que são os grandes objectos de sua vaidade.

São amantes vigorosos, uma pessoa só não satisfaz um filho de XANGÔ. Pobre das mulheres cujos maridos são de XANGÔ. Um filho de Xangô está sempre cercado de muitas mulheres, sejam suas amantes, sejam suas auxiliares, no caso de governantes, empresários e até babalorixás, mas a tendência é que aqueles que decidem ao seu lado sejam sempre homens.

Os filhos de XANGÔ são obstinados, agem com estratégia e conseguem o que querem. Tudo que fazem marca de alguma forma sua presença; fazem questão de viver ao lado de muita gente e têm pavor de ser esquecido, pois, sempre presentes na memória de todos, sabem que continuarão vivos após a sua ‘retirada estratégica’.


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terça-feira, 7 de setembro de 2010

191 - RUNAS

-
RUNAS


AETT de Fehu


FEHU
Letra correspondente: F
Regentes Planetários: Vênus e Lua
Signo: 06 a 20 de abril Regente: Freyr
Significado tradicional: Gado/Bens

Está associada aos Bens. Como na cultura primitiva, o gado era uma espécie de moeda corrente, o símbolo tradicional de FEHU é o gado. Esta runa significa vitória em assuntos financeiros, algo ganho com o dispêndio da própria energia, uma conquista, conclusão de projetos. Pode também significar ganhos emocionais, por ser um de seus regentes, o planeta Vênus.


URUZ
Letra correspondente: U
Regente Planetário: Marte
21 de abril a 06 de maio Regente: Tyr
Significado tradicional: Auroque/Força

Representa o Auroque, o extinto gado selvagem da Europa Setentrional, símbolo da Grande Força e velocidade e um desafio para os caçadores. Uruz representa mudança súbita ou dramática nas circunstâncias - em especial aquelas que colocam o consulente face a uma situação nova. Indica também promoção na vida profissional ou mais uma responsabilidade em alguma direção. Nas questões financeiras ela adverte que deve-se esperar por melhoras na situação atual do consulente. Está associada ao planeta Marte.


THURISAZ
Letra correspondente: T ou TH
Regente Planetário: Júpiter
Signo: 07 a 21 de maio Regente: Thor
Significado tradicional: Espinho (dificuldades) - Gigante

As plantas têm espinhos para se protegerem e na astrologia, Júpiter é um planeta protetor, sendo seu equivalente teutônico, THOR, o Grande Protetor da Mitologia Nórdica. Essa runa e seu significado "espinho", indica momento de limitação e aconselha a avaliação e reflexão, para fortalecimento de sua posição. Esta runa era usada para invocar e controlar os demônios que na antiga lenda escandinava, se acreditava assombravam as florestas escuras e lagos cinzentos.


ANSUZ
Letra correspondente: A
Regente Planetário: Mercúrio
Signo: 22 de maio a 06 de junho Regente: Bragi
Significado tradicional: Boca / Deus

Esta runa estando associada a Mercúrio, mensageiro dos Deuses, Deus de eloqüência e inteligência, indica a chegada de avisos ou sinais inesperados. É a runa portadora do conhecimento, da comunicação e de mensagens divinas. O seu significado tradicional é "Boca", implicando a palavra falada. Indica também a obtenção de sabedoria e conhecimento pelo consulente. Como Mercúrio governa os movimentos e as viagens, na sua esfera ativa, em algumas ocasiões esta runa pode indicar viagem a ser feita pelo consulente.


RAIDO
Letra correspondente: R
Regentes Planetários: Mercúrio e Nodo Norte
Signo: 07 a 21 de junho Regente: Nornes
Significado Tradicional: Roda de Carro / Movimento

Raido nos indica que planos de viagem serão concretizados e os já empreendidos serão bem sucedidos. Tanto Mercúrio como seu equivalente Escandinavo, ODIN, estão ligados a viagens. Pela ligação de Mercúrio com a palavra falada, Raido denota também que o período é propício para debates e negociações. Sendo de bom augúrio indica que o consulente pode prosseguir confiante em seus planos. No plano espiritual, promove a grande viagem de resgate do Self, vivida no processo de individualização.


KANO
Letra correspondente: K, C ou Qu
Regentes Planetários: Marte e Sol
Signo: 22 de junho a 07 de julho Regente: Loki
Significado Tradicional: Tocha / Fogo / Luz

Uma tocha ou símbolo dos cultos pré-Cristãos de adoração ao Sol: as fogueiras eram acesas nos topos das montanhas nos solstícios e equinócios, para marcar a progressão do Sol pelo céu. Kano representa energia, força, luz, poder e positividade. Tanto Marte como o Sol estão ligados ao fogo e a palavra Ken (Kano), significa tocha. Essa runa traz luz e energia criativa para o consulente, respondendo por todas as formas de positivismo, trazendo uma influência protetora, um sinal de sorte.


GEIBO
Letra correspondente: G
Regente Planetário: Vênus
Signo: 08 a 22 de julho Regente: Freija
Significado Tradicional: Presente e União

Geibo indica a união de duas forças opostas, de forma harmoniosa e equilibrada. Vênus é conhecido como o planeta do amor, mas também governa os envolvimentos de amizade. Isso reflete no símbolo Geibo, no qual duas linhas se cruzam parecendo oferecer apoio mútuo. Pode significar num jogo, união ou sociedade de algum tipo, negócios ou união de amor.


WUNJO
Letra correspondente: W ou V
Regentes Planetários: Vênus e Saturno
Signo: 23 de julho a 07 de agosto Regente: Weiland
Significado Tradicional: Alegria e Glória

É surpreendente ver Saturno como um dos regentes de Wunjo, entretanto este é um planeta muito complexo e seu caráter apresenta muitas facetas. Os escritores medievais de Astrologia referiam-se a Saturno e Vênus como "amigos secretos". Pela amizade entre Vênus e Saturno, Wunjo sempre representará alegria e felicidade que chega para o consulente, sendo um excelente presságio para uma consulta, especialmente na posição do resultado. A praticidade e a obstinação de Saturno, exercem um efeito estabilizador sobre a leviandade de Vênus, de modo que, quando combinada com outras runas que significam romance, Wunjo pode indicar felicidade emocional e afeição profunda e duradoura.


AETT de Hagal


HAGAL
Letra correspondente: H
Regente Planetário: Saturno
Signo: 08 a 22 de agosto Regente: Gigantes
Significado Tradicional: Granizo / Forças da Natureza

Hagal ou Hagalaz, representa as forças destrutivas da natureza. Os astrólogos dizem que Saturno é um planeta de limitação, mas também o chamam de Grande Mestre e esses dois atributos estão ligados a Hagal: compreender que a vida num universo material impões certas limitações naturais sobre nós. Aprendendo a viver com essas limitações, seremos felizes. Hagal representa todos os acontecimentos que estão fora de controle do consulente e já que essa runa indica a interferência de uma força impessoal na vida do consulente e como a maioria das pessoas reage negativamente a ser tratada de forma impesoal, Hagal com freqüência assume um significado de mau agouro. Representa uma força de interrupção, com referência à áreas da vida a que se não pode atribuir responsabilidade específica no planejamento do futuro. Hagal também nos concede uma chance, a de crescermos com a crise: a própria natureza rompendo com nossas barreiras.



NAUTHIZ
Letra correspondente: N
Regente Planetário: Saturno
Signo: 23 de agosto a 07 de setembro Regente: Hella
Significado Tradicional: Necessidade / Sacrificio

Nauthiz nos aconselha a paciência, a persistência e a precaução, ou seja, todas as qualidades que sugerem ação lenta e deliberada por um período relativamente longo. Os acontecimentos deverão se desenvolver por si próprios. Nauthiz dá origem a atrasos, repressão, limitação, opressão, aflição, doença ou saúde precária, podendo indicar falta de vitalidade, de dinheiro ou de recursos. Esta runa nos traz a lição dos limites, aqueles que nós mesmos nos impomos ou, em seu aspecto invertido, aqueles que atraímos para nós.


ISA
Letra correspondente: I
Regente Planetário: Júpiter
Signo: 08 a 22 de setembro Regente: Mimir
Significado Tradicional: Gelo / Introspecção

Júpiter é um planeta protetor e também o gelo possui a qualidade de proteger ou preservar. A Runa Isa indica que os planos devem ser "congelados" no momento para se atuar no tempo apropriado. Como o gelo é inimigo do calor, é na área do amor e da amizade que Isa atinge seu ponto máximo de infelicidade. Aqui é oportuno lembrar o conselho do Mestre Arqueiro Zen: "Quanto mais obstinadamente se empenhar em aprender a disparar a flecha para acertar o alvo, não conseguirá nem o primeiro, nem o segundo intento. O que obstrui o caminho é a vontade demasiadamente ativa. O que deve fazer é aprender e esperar". Aceite o inverno em sua vida e mantenha a alma aquecida pela fé espiritual. Abrigue-se ao pé do fogo sagrado e aguarde o degelo com coragem e sabedoria.


JERA
Letra correspondente: J
Regente Planetário: Mercúrio
Signo: 23 de setembro a 07 de outubro Regente: Martelo de Thor
Significado Tradicional: Colheita/Recompensa

A runa Jera refere-se ao aspecto do poder de Odin, que premiava os guerreiros mais valorosos e fortes depois da morte, com sua entrada na "Casa dos Escolhidos", Valhallah. A idéia é de recompensa ou prêmio. Jera é uma runa relacionada com a Justiça e por analogia, todos os assuntos legais ficam sob a sua proteção. Seu aparecimento no jogo, indica que o consulente está colhendo os resultados de seus esforços. É uma runa de previsões benéficas, portanto espere bons resultados de qualquer empreendimento ou atividade na qual está empenhado.


YR
Letra correspondente: Y
Regentes Planetários: Júpiter e Nodo Sul
Signo: 08 a 22 de outubro Regente: Sacrifício de Odin
Significado Tradicional: Teixo / Precaução

O teixo é natural da região nórdica e mantém suas folhas verdes, mesmo durante o inverno, simbolizando a vitória sobre a morte, a resistência. Sua madeira resistente e elástica era utilizada no fabrico de arcos e flechas e na sua casca eram gravadas runas. Júpiter é um planeta protetor e também o regente de Sagitário, o signo do arqueiro, e por isso indica que o consulente está voltado para um objetivo viável, enquadrado dentro de suas capacidades e em consequência, não é provável que algo lhe impeça de alcançar o sucesso. Quando Yr ocupa um lugar significativo no jogo, ela indica que a situação se reverterá a favor do consulente. Os obstáculos surgem para testar a nossa força, a nossa combatividade ou para induzir-nos à reflexão. Não é hora de agir. Cultive a pacência e controle sua ânsia por resultados.


PEORTH
Letra correspondente: P
Regentes Planetários: Marte e Nodo Sul
Signo: 23 de outubro a 07 de novembro Regente: Nornes
Significado Tradicional: Revelação / Copo de Jogo de dados

A interpretação exata de Peorth não chegou até nós. Recebeu várias traduções, como lareira ou peça de jogo de xadrez ou copo para jogar dados. O significado de Peorth no jogo está ligado à idéia de revelação de alguma coisa não anunciada anteriormente porque indica algo escondido que veio ao conhecimento. É um bom presságio. Pode também referir-se a um segredo que o consulente está tentando guardar, sentimentos, desejos, emoções contidas, podendo provocar o surgimento do nosso lado sombra, oculto. Esta runa tem ligação com o oculto e poderá revelar ocasionalmente que o consulente tem poderes mediúnicos. Com Peorth nada depende de nós e sua atuação acontece no mais profundo de nós mesmos.


ALGIZ
Letra correspondente: Z
Regentes Planetários: Júpiter e Vênus
Signo: 08 a 22 de novembro Regente: Thor
Significado Tradicional: Alce / Proteção / Equilibrio

O Alce, animal da região norte da Europa, possui grandes chifres que são as suas armas naturais de proteção contra os perigos. O símbolo de Algiz lembra um gesto antigo, usado pelos germanos: estendiam a mão com os três dedos médios levantados, num movimento de proteção. Essa runa era gravada nas armas e nos escudos dos guerreiros e no pórtico das casas, com a mesma intenção. Algiz é tão benéfica que se tornou o símbolo do otimismo bem alicerçado e quando sai na primeira casa de uma jogada astrológica significa que o consulente possui grande confiança em si próprio e em suas habilidades, unida a uma grande fé no futuro. Esta runa nos desafia a enfrentar novas oportunidades sem nos colocarmos vulneráveis às influências externas, permanecendo confiantes.


SIGEL
Letra correspondente: S
Regente Planetário: Sol
Signo: 23 de novembro a 07 de dezembro Regente: Baldur
Significado Tradicional: Sol

Sigel é uma runa de Vitória e sua presença num jogo é uma promessa de sucesso e realização. O papel exercido pelo Sol na teologia escandinava, se repete nos temas que dizem que o sol nascente transformava os malignos gigantes de gelo em pedra. De uma forma ou de outra, essa capacidade de derrotar o mau é quase que universalmente atribuída ao Sol. O poder do Sol de revelar o obscuro, estabelece a relação de Sigel com a razão e a consciência. O Sol está ligado também ao ciclo de nascimento-morte-renascimento e é quando Sigel nos indica resgate de oportunidades, projetos e relacionamentos.


AETT de Tyr


TYR
Letra correspondente: T
Regente Planetário: Marte
Signo: 08 a 22 de dezembro Regente: Tyr
Significado Tradicional: Guerreiro / Conquista

Como Marte, seu correspondente romano, Tyr é o Deus da Guerra e a runa que ostenta seu nome, representa portanto, a vitória na batalha ou em qualquer situação em que haja um elemento de disputa ou competição. Para os antigos teutões, Tyr era a runa do soldado, sendo utilizada como talismã pelos guerreiros. Tyr é uma runa de motivação e significa força de vontade e um espírito competitivo aliados a um envolvimento unidirecionado para um projeto ou ideal que sistematicamente derrubam todas as barreiras que impedem a conclusão bem sucedida. Tyr nos induz a rever investimentos, metas, repensar prioridades e examinar a canalização de nossas energias. A energia guerreira de Marte, regente desta runa e fácil de ser invocada, e é uma energia dificil de ser controlada. Mantenha-se firme em sua vontade, reto em sua ação e deixe que a vontade dos Céus tracem o seu caminho.


BERKANA
Letra correspondente: B
Regentes Planetários: Lua e Júpiter
Signo: 23 de dezembro a 05 de janeiro Regente: Frigg
Significado Tradicional: Gestação / Bétula

A Lua é o símbolo da Grande Mãe, o princípio da fecundidade na natureza e a tônica desta runa, regida pela Lua, é geração. A Bétula é uma árvore que para as raças européias significava "começo", simbolizando o despertar da primavera, pois seus brotos são os primeiros a surgirem após o inverno. Berkana é uma runa de nascimento, de fertilidade e indica o nascimento físico, tanto de uma criança como de uma idéia. Ela fala de crescimento interior e exterior e nos conduz a um aprofundamento na origem de nossas ações. Berkana é uma influência esperançosa sob a qual se iniciam novos planos e empreendimentos. Devido à influência de Júpiter, regente secundário de Berkana, essa runa em geral indica um acontecimento feliz dentro do círculo familiar. Para que os objetivos sejam alcançados com a energia de Berkana, são necessários a espera, a paciência, a firmeza e a generosidade.


EHWAZ
Letra correspondente: Eo ou E
Regente Planetário: Mercúrio
Signo: 06 a 20 de janeiro Regente: Valkirias
Significado Tradicional: Cavalo / Movimento

Na astrologia, Mercúrio é um planeta de mudanças e o principal significado desta runa é "mudança para melhor". Essa mudança poderá diferir de jogo para jogo, mas essas alterações envolvem viagem, mudança de moradia ou trabalho, de cidade ou até de país. Para os povos primitivos germânicos o cavalo era um animal sagrado, ligado ao culto solar e ao mundo dos deuses: eternidade, ventos, sol e movimento. O cavalo simboliza por seus atributos, força, energia, impetuosidade e vitalidade, que são associados a seus instintos de proteção em momentos de perigo.


MANNAZ
Letra correspondente: M
Regentes Planetários: Saturno e Nodo Sul
Signo: 21 de janeiro a 04 de fevereiro Regente: Homens
Significado Tradicional: Humanidade

A tradução literal de Mannaz é humanidade e a ela é atribuído o significado de interdependência da raça. Mannaz possui fortes ligações com o poder do pensamento, pois é essa capacidade do homem que o distingue de todas as outras espécies do planeta. Por essa razão Mannaz revela que o consulente deve usar a lógica para tratar do seu problema e usar a imparcialidade. Esta runa simboliza o Self, a manifestação individual do inconsciente coletivo e através da conquista de si mesmo o homem terreno encontra o homem divino. Mannaz indica também poder ou potencial mágico e os poderes da visualização criativa representam a capacidade de influenciar sobre os acontecimentos através de meios não físicos. Uma nova jornada que pode significar um mergulho profundo em nós mesmos.


LAGUZ
Letra correspondente: L
Regente Planetário: Lua
Signo: 05 a 19 de fevereiro Regente: Sacerdotisas
Significado Tradicional : Água / Intuição

Em sua simbologia, tanto a Lua como o Elemental Água representam o aspecto subconsciente da mente, a parte da psique da qual surgem a intuição e os poderes psíquicos em geral. Assim como a Lua determina o ir e vir das marés, também determina em nós o fluxo e refluxo das emoções. Laguz associada à Lua, fala de ritmos nos relacionamentos, nas profissões, apontando para um período de sucesso. Com esta runa presente num jogo, forças invisíveis e criativas estão a nosso favor, assim como, uma liberação súbita da energia do inconsciente se fará manifestar através dos sonhos, sentimentos pré-monitores, intuição, telepatia ou inclinação para o estudo e pesquisa do universo simbólico. Abandone-se à experiência de submergir na corrente da vida sem hesitações.


INGUZ
Letra correspondente: NG
Regente Planetário: Vênus
Signo: 20 de fevereiro a 06 de março Regente: Freyr e Ing
Significado Tradicional: Deus Ing / fertilidade

O Deus Ing para alguns autores é interpretado como um outro nome do Deus Freyr, que rege a fertilidade. Para outros, Ing seria um herói legendário que, pela qualidade de sua vida terrena, tornou-se Deus após a morte. Esta é uma runa que indica a conclusão bem sucedida de um empreendimento e por se relacionar à fertilidade, pode significar um novo estágio de vida. Inguz nos indica o abandono de tudo que está superado, exaurido e ir em direção ao novo: término de uma fase de atividade para que uma outra, nova e mais feliz, se inicie. Esta runa pode revelar a chegada de um acontecimento que provará ser um marco fundamental na vida do consulente.


DAGAZ
Letra correspondente: D
Regentes Planetários: Sol e Nodo Norte
Signo: 07 a 21 de março Regente: retorno de Baldur
Significado Tradicional: Dia

Dagaz é um simbolo de crescimento, assim como o calor do Sol na primavera e no verão é responsável pelo crescimento das plantas. Como condutora de energia solar, Dagaz é responsável pelo desenvolvimento de projetos e crescimento de possibilidades tanto no plano material como no plano emocional, abrindo novas perspectivas no panorama dos obstáculos. O Nodo Norte é o símbolo do eclipse e o Sol, o símbolo da Luz. Dagaz portanto, encerra a conotação de "Luz depois da escuridão". Essa runa não apresenta aspectos negativos e as modificações consequentes das vibrações de Dagaz incidem principalmente em suas atitudes pessoais.


OTHILA
Letra correspondente: O
Regentes Planetários: Saturno e Marte
Signo: 22 de março a 05 de abril Regente: Heindall
Significado Tradicional: Possessão / velho

Othila é a última na série das runas, sendo de várias maneiras a antítese do primeiro símbolo rúnico, FEHU. Onde Fehu representa dinheiro, Othila indica coisas que o dinheiro pode comprar. O Planeta que governa essa runa é Saturno - o planeta da limitação - e muitas vezes as posses simbolizadas por Othila têm algum fator delimitante a elas ligado. Assim, a posse indicada por Othila é freqüentemente um terreno ou construção, propriedade, residência. Saturno é muitas vezes relacionado com a morte física; assim esta runa pode indicar assuntos ligados à testamentos, legados ou herança. Em geral o legado expresso por essa runa é sob a forma de propriedade, patrimônio herdado, que podem ser também, traços psicológicos ou características físicas. Othila é uma runa de ruptura radical e nos aconselha a acreditar no que é novo.


RUNA EM BRANCO (Runa de Odin)
Significado Tradicional: Destino / Carma

A runa em branco está associada aos desígnios dos deuses, àquilo que está escrito e que precisa ser desvendado. Chamada de WYRD, nome do grupo das três deusas do destino da Mitologia Teutônica cujos nomes são: Urd, Verdandi e Skuld e que representam os três aspectos do tempo, passado, presente e futuro. Formam uma trindade e sempre uma se mescla na outra. WYRD governa o carma que cada um de nós formou nas vidas anteriores. Na adivinhação, essa runa indica os eventos impelidos pelo destino ou os inevitáveis, dos quais não conseguiremos nos esquivar. Não significa o aparecimento desta runa, o anúncio de uma punição cármica e dependerá a análise, das runas próximas no jogo. Assim como Odin, para conceber sua proteção, exigia de seus guerreiros fé e coragem, esta runa exige do guerreiro espiritual, fé em sua capacidade de transmutação e crescimento e coragem para superar obstáculos e transcender suas próprias limitações. Esta runa sem glifos, contém um potencial não diluído: ao mesmo tempo prenhe e vazia, ela abrange a totalidade do ser, tudo que está para ser realizado. Todos os nossos férteis sonhos estão contidos nessa brancura. Nada é predestinado; os obstáculos do seu passado podem tornar-se os portais que o conduzirão a novos começos.


FONTE:
www.circulosagrado.com/cs/magia/runas/significados.php
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NAMASTÊ!
CEIÇA DA HUMANIDADE & ANJOS
Taróloga e Terapeuta Holística

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